A OBRA PREMIADA DE UM ROTEIRISTA POTIGUAR

via José Carlos

RUI LOPES
Um dos dez selecionados entre 800 concorrentes de todo o país
em  concurso nacional para argumentos de longa-metragens inéditos,
Na relação de vencedores divulgada pelo MinC
 A PONTE SEM FIM
Via
Jornal de Hoje
O livro “A ponte sem fim” do roteirista potiguar Rui Lopes espelha-se como obra recorrente pelo seu caráter psico-social, revelando hábitos e costumes da região do Seridó no Rio Grande do Norte e terá seu lançamento nesta quinta-feira, dia 17, ás 19h na Livraria Poty, Av. Salgado Filho, próximo ao Natal Shopping.
A temática da obra é o fevor religioso que sempre foi uma constante dentre os aspectos sociais que definem o Brasil, especificamente, a região nordeste. Ele é o amálgama entre a gente simples, as autoridades constituídas, a igreja e a onisciência de Deus. Os nordestinos, em suas carências materiais e/ou espirituais, sem alternativa, acabam por apelar para o abstrato como forma de anular sua total impotência diante das vicissitudes da vida.
“A Ponte Sem Fim” na realidade é uma referência a essa busca terrena pelo inalcansável espiritual. “É uma leitura fluente para qualquer leitor, entretanto, pelos freudismos flagrantes encontrados na esfera emocional das personagens, pode também ser decodificado por quem tenha, mesmo que básicos, conhecimentos de psicanálise”, disse o autor.
A obra é o roteiro do filme “Ponte Sem Fim”, idealizado há quatro anos. E, que foi um dos dez selecionados entre 800 concorrentes de todo o país no concurso nacional para argumentos de longa-metragens inéditos, promovido pelo Ministério da Cultura.
Na relação de vencedores divulgada pelo MinC, onde 30% dos projetos são da região Nordeste. O roteirista potiguar Rui Lopes vai receber R$ 50 mil do Governo Federal para finalizar o roteiro do filme “Ponte Sem Fim” que os potiguares poderão conhecer já a partir de amanhã com a publicação do livro.
O autor afirma que a base desta obra foi a linha de pensamento do filosofo alemão Sigmund Freud, que numa citação disse “Toda a civilização repousa, sob a coação e a repressão dos impulsos. As exigências tornam o viver realidade, dando origem às neuroses. Não devemos nos orgulhar tanto, a ponto de perder completamente de vista nossa natureza anima, nem esquecer tampouco que a realização individual não deve sr negada pela sociedade!”.
E, em cima da idéia de que o homem fervoroso sublimava o desejo em favor das divindades, o roteirista trouxe para a realidade nordestina essa questão religiosa, os fanatismos. E Freud falava que o fervor era a sublimação do desejo, no caso o sexo, em troca de uma divindade que o homem nunca conseguiu atingir”.
Rui Lopes já produziu “Cabra de Peia”, “Minha bolsa mágica”, “Nosso Camarada Saci” e “Efeito Chico”. Os filmes de longa-metragem, como: “Jesuíno Brilhante”, “Boi de Prata”, “For All” e “O Homem que Desafiou o Diabo – As pelejas de Ojuara”. O potiguar conta ainda com 31 roteiros inéditos produzidos no Rio Grande do Norte, entre eles “Recantos de Guerra” e “Chuva de Cajus”.
…fonte…
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